Opinião 11h59 - 10/09/2009
Transporte de alto risco
A
previsão do Denatran – Departamento Nacional de Trânsito, de que somente este
ano deverão morrer cerca de 18 mil motoqueiros no trânsito brasileiro, é aterrorizante.
Sem falar nos milhares de casos de pessoas, que, após o acidente continuam
vivas, porém, com as mais diversas deficiências físicas. Hoje,
em boa parte dos estados brasileiros (14), as mortes de motociclistas já superam
as mortes de pedestres no trânsito. As autoridades acreditam que, no máximo,
dentro de dois ou três anos, as vítimas de acidentes de motocicletas serão
parte do principal grupo de morte dentro dos acidentes de trânsito. O
tempo de recuperação de vítimas nesse tipo de acidente dura, em média, 3 a 4 meses
de internação hospitalar. Além do importante custo social, tem o alto custo
financeiro para o País, pois são usados materiais caros nas cirurgias como
orteses e próteses. O
País tem pela frente o desafio de reduzir esse número. Em 2008, os acidentes de
moto causaram 10 mil mortos, mais de 500 mil feridos e um gasto de 8 bilhões de
reais, de acordo com o Instituto Brasileiro de Segurança do Trânsito. Se
considerarmos os últimos 10 anos, o número de mortes aumentou 1.000%. É como se
a cada minuto uma pessoa morresse ou ficasse ferida por causa de acidentes com
motocicletas. Como
reduzir os casos diários de acidentes, muitos fatais, envolvendo motos nas ruas
e avenidas de todo o país? São
vários os fatores que contribuem para isso. Boa parte das vítimas não utilizam
equipamentos de segurança – capacetes e roupas apropriadas, e nem têm idéia dos
estragos que um acidente pode causar. O excesso de velocidade e a imprudência
são uma constante. A luta pela sobrevivência e a necessidade de rapidez torna
esse tipo de transporte quase suicida. Para
complicar ainda mais a situação, o presidente Lula sancionou a lei que regulamenta
profissão de motoboy e mototaxista. O
que vale mais, a velocidade ou a vida? A maioria das pessoas vitimadas em acidentes
com motos não conseguem superar o trauma e jamais retornam a utilizar esse meio
de transporte. Fonte: Edinaldo Marques - Professor, Consultor e Conferencista
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