Mundo 23h53 - 05/02/2010
Brasil não teria -preconceito- de receber urânio do Irã, diz Amorim
O
ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse, nesta sexta-feira, que
não teria "preoconceito" em relação à ideia de o Brasil receber o
urânio iraniano. Uma
das propostas internacionais para resolver o impasse do programa nuclear
iraniano é que seu urânio seja levado a um país antes de ser enriquecido na
Rússia antes de ser enviado novamente ao Irã. "A
comunidade internacional não pediu isso, mas se pedir poderá até se analisar.
Eu, pessoalmente, o que digo, é que não tenho preconceito", disse durante
entrevista a jornalistas brasileiros na embaixada do Brasil Diplomacia Amorim
entende que a preferência do Irã é que este depósito fosse feito no território
iraniano, sem a necessidade de um país intermediário, mesmo que com a supervisão
da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). "Não
posso falar em nome deles. Mas creio que eles (iranianos) não excluiriam a
possibilidade de depositar (o urânio) num terceiro país e isso poderia ajudar a
resolver o problema". Segundo
ele, "por enquanto", o Brasil está entrando nesta questão "só no
diálogo". "Até
agora, ninguém nos pediu que o depósito fosse feito no Brasil. Se pedirem, ai
não sei. Tecnicamente, onde e como teria que ser guardado, não sei. Ninguém nos
pediu expressamente isso." Amorim
ressaltou o Brasil aceitaria apenas "guardar (o urânio), mas não
enriquecido". O
chanceler brasileiro destacou que o Brasil tem tentado cooperar no diálogo
entre o Irã e outros países, mas que não em termos de cooperação nuclear. "Nesse
caso é diplomatico.'Pode haver interesse do Brasil em investir no Irã ?' Pode.
'Há interesse em aumentar o comércio?' Há. 'O Irã é um grande comprador de
alimentos brasileiros ?' É" . Amorim
destacou que "nunca se discutiu com o Irã" o enriquecimento (de
uranio) no Brasil. "Brasil,
industrialmente, não teria condições de produzir essa quantidade (de urânio).
Tecnologicamente até tem, mas não tem capacidade industrial", afirmou. Fins medicinais Recentemente,
surgiu a informação de que o Brasil trabalharia para que a Turquia seja o
destino deste urânio pouco enriquecido iraniano, onde ficaria depositado, e
depois seria enriquecido pela Rússia. Com isso, o Irã receberia o urânio com
indices especificos para fins medicinais. No
ano passado, a AIEA propos que o Irã entregue 85% do seu estoque de urânio com
enriquecimento de 3% a 5%, usado em usinas de energia, para ser enriquecido no
exterior a 20%, nível exigido na utilização médica. Amorim
participou, na capital argentina, de uma reunião com os ministros do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, e da Fazenda,
Guido Mantega, com autoridades argentinas para tentar ampliar e aperfeiçoar a
integração bilateral. Amorim
disse que pretende continuar no cargo até o último dia do governo Lula e
descartou a possibilidade de se candidatar a algum posto político nas próximas
eleições. Fonte: oglobo.com
» Avião é atingido por raio e se parte em três » Camisinha -PP- faz homem pedir devolução » Preso que comeu pulmão de colega é condenado » Vídeo - História do telefone em exposição em São Paulo » Cirurgia retira 11 dedos de menino de 6 anos » Guerra ao terror vence o Oscar 2010 » Mulher acusa médico de deixá-la com 4 seios » Chile tenta deter violência nas zonas afetadas » Brasil vai enviar hospital de campanha para socorrer vítimas no Chile |